A Loja Matheus Constantino
A Loja
A A∴R∴L∴S∴ “Matheus Constantino”, nº 2.073, Benfeitora da Ordem, filiada ao Grande Oriente do Brasil – SP e federada ao Grande Oriente do Brasil, foi fundada em 31 de julho 1980, em reunião realizada no Templo A∴R∴L∴S∴ “Fraternidade São Caetano”, à Rua José do Patrocínio, 288, São Caetano do Sul, São Paulo.
A Loja foi constituida com sede no município de São Paulo, Capital, à Rua São Silvestre, 476, no bairro de São João Clímaco, região do Ipiranga. A sua fundação foi motivada pela disposição de um grupo de Irmãos, pertencentes à A∴R∴L∴S∴ “Fraternidade São Caetano”, de constituir na Capital do Estado mais uma Loja Simbólica praticante do Rito Adonhiramita, pois, na época, apenas a A∴R∴L∴S∴ “Rei Salomão”, sediada no bairro do Cambuci, adotava o Rito em seus trabalhos. Foi dado o nome da Matheus Constantino à Loja em homenagem a um dos mais brilhantes maçons do Estado de São Paulo e que muito fez pela maçonaria da Capital e região do ABC.
Diante das dificuldades de conseguir um Templo na região em que estava sediada na Capital, para realizar suas reuniões A∴R∴L∴S∴ “Matheus Constantino” optou em se reunir no Templo da A∴R∴L∴S∴ “Fraternidade São Caetano”. Com o passar dos anos e com a constituição de outras Lojas na Capital que adotaram o Rito Adonhiramita e por contar em seu Quadro com numero expressivo de Irmãos residentes no Município de São Caetano do Sul e região, resolveram seus Membros, em Sessão de 10 de fevereiro de 1991, convocada para tal fim, mudar em definitivo a sede da Loja para São Caetano do Sul.
Matheus Constantino
O Cidadão
Matheus Constantino ou Matteo Constantino, nasceu em Catânia, Itália, em 19 de agosto 1891. Filho de Concetto Constantino e Maria Nostalzi Constantino, chegou ao Brasil com 2 anos de idade. Inicialmente morou em São Paulo, Capital, na Rua dos Imigrantes, hoje Rua José Paulino. No bairro do Bom Retiro, em 1910, juntamente com outros membros da colônia italiana, participou da fundação do Sport Club Corinthians Paulista.
Veio para São Caetano do Sul, em 1915, para assumir a gerência da primeira metalúrgica do município, a Metalurgica Italiana, de propriedade do Sr. Romeu Masini. Tornou-se proprietário da empresa, trocando o seu nome para Metalurgica Ita, instalada a Rua Amazonas, 97. Convocado pelo governo italiano, participou ativamente da Primeira Guerra Mundial, recebendo do “Consiglio Dell’Ordine de Vittório Veneto” a Comenda de Cavaliere de Vittório Veneto, pelo serviços à pátria italiana.
Casou-se, 02 de julho de 1917, no bairro de Santana, na Capital, com Josephina Masini, filha do Sr. Romeu Masini. Teve 3 filho: Concetto, casado com a Sra. Bruna Bisquolo, vereador e Presidente da Camara Municipal de São Caetano de Sul por varias legislaturas e, por duas vezes, Venerável desta Loja; Marieta, casada com o Sr. Wellington Perianto e Margarida.
Exerceu durante 15 anos o cargo de juiz de paz de São Caetano do Sul, através de sucessivas eleições, sendo, na época, o cargo mais graduado do local. Foi fundador em 11 de janeiro de 1922 e Presidente durante os doze anos do Grêmio Instrutivo e Recreativo Ideal, que teve sua primeira sede na esquina na rua Dr. Rodrigues Alves com a Rua Heloisa Pamplona e mais tarde na Rua Rio Branco, 45. Foi líder autonomista em 1928, participando da Diretoria do Partido Independente Municipal (PIM), juntamente com o Eng. Armando Arruda Pereira e com o Coronel Bonifácio de Carvalho. Em 1930 atuou com o Presidente (Juiz Eleitoral) das eleições realizadas no então Distrito de São Caetano, pertencente ao município de Santo André. Foi-lhe expedido em 10 de julho de 1945, o titulo declarativo de cidadão brasileiro.
Em 1948 destacou-se como um dos lideres mais atuantes do movimento que conquistou a autonomia política-administrativa de São Caetano do Sul.
Participou da fundação do primeiro jornal de São Caetano do Sul, o Jornal de São Caetano do Sul, fazendo parte do seu Conselho Editorial.
Foi fundador da Sociedade Amigos de São Caetano do Sul e da Sociedade Beneficente Hospitalar São Caetano, mantenedora do Hospital São Caetano durante muitos anos, Agente Consular da Italia e secretário da Sociedade de Mútuo Socorro “Principe de Napoli’.
Em 17 de agosto de 1962 pela Câmara Municipal com o titulo de Cidadão Sulsancaetenense em 13 de Outubro de 1962 com a Medalha de Honra ao Mérito. Em 23 de Maio de 1979, recebeu significativa homenagem da Delegacia de São Caetano do Sul e Centro das Industrias do Estado de São Paulo (CIESP), como empresário, pelo relevantes serviços prestados a cidade e industria local.
Atuou em grupos de teatro amador, ajudou a funda e participou de diversas entidades sociais e filantrópicas do município foi Presidente de varias comissões constituídas por diversas prefeitos de São Caetano do Sul.
A municipalidade de São Caetano do Sul, reconhecendo a atuação de Matheus Constantino em prol do município, homenageou o ilustre cidadão dando seu nome a uma das ruas da cidade, localizada no bairro de Santa Paula. Também o governo do Estado de São Paulo, deu seu nome a uma escola estadual do município.
Matheus Constantino faleceu em 22 de setembro de 1979, após longa enfermidade.
O Maçom
Matheus Constantino foi iniciado na Augusta e Respeitável Loja Simbólica “Rangel Pestana”, São Paulo, em 07 de outubro de 1941. Foi elevado a Companheiro em 02 de dezembro de 1941 e exaltado ao grau de Mestre em 17 de março de 1942. Admitido nos graus filosóficos no Rito Escocês Antigo e Aceito: Grau 4 em 29 de agosto de 1942, Grau 9 em 03 de abril de 1943, Grau 14 em 22 de junho de 1943, Grau 15 em 11 de fevereiro de 1944 e o Grau Rosa Cruz (18) em 25 de abril de 1944.
Ajudou a fundar, em 27 de outubro de 1945 a A∴R∴L∴S∴ “G. Mazzini”, então como sede em São Paulo, posteriormente transferida para São Caetano do Sul. Em 19 de maio de 1948 participou da fundação da A∴R∴L∴S∴ “Fraternidade de São Caetano”, de São Caetano do Sul. Foi eleito Orador Adjunto, em 20 de abril de 1949 e seu Venerável, de 25 de maio de 1950 a 25 de maio de 1961, reeleito sucessivamente por 10 vezes, sendo o mandato na época de 1 ano. Em 07 de setembro de 1950 foi recebido como Membro Honorário da A∴R∴L∴S∴ “Astro da Arabia”, da Capital. Na época ocupou o cargo de Porta Estandarte , do Grande Oriente do Brasil, que tinha por sede o Palácio do Lavradio, Rio de Janeiro.
Como participante ativo da Maçonaria Adonhiramita, encabeçou em 1959, campanha visando a instalação do Capitulo do Rito Adonhiramita em São Caetano do Sul. Na época, o Rito que tinha 13 graus, possuía apenas um Capitulo, que abrangia todos os graus filosóficos (do 4 ao 13), Em 23 de julho de 1959 presidiu a reunião em que participaram Manuel Martineli do Couto, Antonio Caparroz Guevara, Manoel José Dias, Dovilio José Quaglia, Vincenzo Genga, Augusto Panunzio, João Nilo Ferrari, Hélio Valenti, Jarbas Carvalho e Américo Cavalini, ocasião em que foi decidida a fundação do Capitulo “Fraternidade São Caetano”. Apos trabalhosas gestões de Matheus Constantino ao lado de Manoel Martineli do Couto, junto ao Mui Poderoso Capitulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil, Oficina-Chefe do Rito Adonhiramita, o Capitulo foi oficialmente instalado em São Caetano do Sul, no dia 16 de fevereiro de 1961, em Sessão presidida pelo Grande Inspetor do Rito Irmão Josué Mendes. Matheus Constantino presidiu o Capitulo “Fraternidade São Caetano”, de 1961 a 1963.
Em 12 de julho de 1962, recebeu o Titulo Benemérito da A∴R∴L∴S∴ “Fraternidade de São Caetano”. De 1963 a 1965 foi Primeiro Vigilante da A∴R∴L∴S∴ “G.Mazzini”. Em 04 de junho de 1966, foi eleito 1º Grande Vigilante do Capitulo “Fraternidade São Caetano”. Em 26 de março de 1971 foi agraciado com titulo de Emérito da A∴R∴L∴S∴ “G.Mazzini”. Foi elevado ao Grau de Cavaleiro Kadosch (grau 30), em 10 de julho de 1976, no Templo da Loja “Independência”, de Campinas, São Paulo. Em 10 de julho de 1976, em Sessão realizada no Templo da A∴R∴L∴S∴ “Damasco”, em Santos São Paulo, recebeu o Grau 33, Patriarca Inspetor Geral. No Rito Adonhiramita, Matheus Constantino recebeu o nome histórico de Deão de Portugal.

O que é Maçonaria
O que é a Maçonaria?– A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.
Por que é Filosófica?-É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.
Por que é Filantrópica?– É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.
Por que é Progressista?– É progressista porque partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o da razão com base na ciência.
Quais são os seus princípios?– A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo CRIADOR e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.
Qual o seu lema?– Ciência – Justiça – Trabalho; Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as .relações humanas; e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.
Qual é seu objetivo?– Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.
O que entende a Maçonaria por moral?– Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.
O que entende a Maçonaria por virtude?– A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
O que entende a Maçonaria por dever?– A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também, devemos proteger e servir aos nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: “Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família”. Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.
A Maçonaria é religiosa?– Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá, o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contra posição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do UNIVERSO, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônicas.
A Maçonaria é uma religião?– Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.
Para ser Maçom é necessário renunciar à religião a qual se pertence?– Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; Padre Diogo Antonio Feijó; Cônegos Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.
Quais outros homens ilustres que foram Maçons?– Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.
Somente na Europa houve Maçons ilustres?– Não. Também na América existiram. Os libertadores da América foram todos maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O’Higgins, na Argentina; Bolivar, no Norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador Dom Pedro I no Brasil.
Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons?-D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo, Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.
Então a Maçonaria é tolerante?– A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus. membros a mais ampla tolerância. Respeita as. Opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.
O que a Maçonaria combate?– A ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.
A Maçonaria é uma sociedade secreta?– Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
Quais as principais obras da Maçonaria no Brasil?– A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os maçons tomaram parte ativa.
Quais as condições individuais indispensáveis para poder pertencer a Maçonaria?– Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou oficio lícito e honrado que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.
O que se exige dos Maçons?– Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E em particular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas; a prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.
O que é um Templo Maçônico?– É um lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhes são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.
O que se obtêm sendo Maçom?
– A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base de respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo, o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.
Origens
Fundamentos
O conceito de religião natural, como base espiritual da Ordem, alinha-se com a obrigação de cumprir a lei moral e de trazer religiosidade no peito. Essa ideologia exposta encontra respaldo no Noaquismo donde emanam inúmeros preceitos, princípios, procedimentos, premissas e proposições que permeiam os aspectos doutrinários.
Noé, último dos patriarcas pré-históricos, exemplo de fé (Hebreus 11:7), arauto da justiça (2 Pedro 2:5), representante de toda a Humanidade pela vontade de Deus, homem justo e perfeito (Gênesis 6:9), aquele a quem Deus disse “quem derramar o sangue de seu semelhante também terá o seu sangue derramado (Gênesis 9:6)”, enfim, foi protagonista da Primeira Aliança com Deus, conforme retratado nos capítulos 6 (seis) e 9 (nove) do Gênesis, abrangendo toda a Criação e as futuras gerações, deixou legado de artigos (mandamentos noaquitas) morais, a saber:
a) praticar a equidade (e observar a justiça);
b) não blasfemar o nome de Deus (e dar glória ao Criador);
c) não praticar a idolatria;
d) não praticar atos imorais ou inescrupulosos;
e) não matar;
f) não roubar; e
g) guardar-se da fornicação, dos atos impuros e da iniqüidade.
A formação mítica basilar da Ordem (calcada na Lenda do Terceiro Grau), parte da premissa de que o arquétipo do Mestre Maçom, construtor social na abordagem atual, é paradigma de arquitetura humana perfeita e vem representado, de um lado, por Salomão e seu grande Arquiteto, do templo de Jerusalém, e, de outro lado, por Vitrúvio (Marcos V. Polião, inexcedível arquiteto romano), comandado do Imperador Augusto, em Roma. Tal afirmação visa a propiciar a permanência, em tempo e espaço, dos elementos cuja existência tem garantido o processo civilizatório, como se seguem:
– um grande homem – o Maçom – falível mas perfectível;
– uma estrutura singular – a Loja – com decisivo corte sagrado/profano via o Rito, ênfase na ajuda mútua e submissão serena à constituição e regimentos comuns;
– uma elite sustentada pelo mito – a Maçonaria – capaz de ações enaltecedoras, movida que é pelo Amor, o Bem e a Ética.
A Loja
William Shaw, nomeado mestre-de-obras do rei da Escócia, em 1553, controlava a contratação de pedreiros e construtores. Em 1598, quatro anos antes de morrer (1602), codificou as regras de criação de lojas corporativas (a primeira carta de St. Clair; para maçons). Após sua morte declinou e “morreu”, também, a função de mestre-de-obras-do-rei.
As lojas, maciçamente voltadas para a recepção de Aprendizes e aumento de salários (para Companheiros), passaram a evoluir autonomamente. O uso do termo “maçom” consolida-se por volta de 1610, associado ao modo secreto de identificação que comprovava a qualificação profissional do obreiro.
Por volta de 1630 começa a crescer bem o número de “aceitos”, geralmente vindos das classes burguesas ou nobres, em lojas, oriundos de fora do “métier” corporativo dos talhadores de pedra.
A presença desses “aceitos” em loja só pode ser explicada por hipóteses, quais sejam:
– interesse pela tradição, supostamente preservada pelos maçons;
– busca de espaço de convívio ou sociabilidade;
– ligação profissional com a corporação de construtores; ou
– iniciativa de maçons para atrair patrocínio de homens influentes.
Nas origens, tal como hoje, os “aceitos” dotados de poder, influência e ou autoridade não freqüentavam as lojas; aqueles dentre eles que se permitiam freqüentar, dominavam a “vida” da loja.
Isaac Newton (1642-1727), astrônomo, físico, filósofo e abade inglês, considerou o Noaquismo a religião primitiva dos hebreus, e, assim o resumiu: “Amar ao Senhor Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o espírito, e ao próximo como a si mesmo”.
Modernidade
Vale destacar que a simples transição, geralmente divulgada, da chamada Maçonaria Operativa, via ?pedreiros-livres?, para a Maçonaria Especulativa, nunca conseguiu explicar de forma justa e perfeita o porquê da Ordem Maçônica ser linguagem universal, regular, prazerosa, emblemática, planetariamente bem resolvida e assimilada, repositório imemorial dos mistérios e da Tradição.
As Lojas dos séculos XVII e XVIII participaram da gênese de uma “esfera pública burguesa” como contrapartida da perda gradual de posição dominante, tanto das Cortes quanto da Igreja. Poucos, muito poucos documentos existentes sobre a Inglaterra do século XVII não permitem representar precisamente a organização da profissão do maçom; havia, sim, certa heterogeneidade de práticas diferentes.
Em 1717/1720, situado caracteristicamente na Inglaterra, surge um grupo de pertença maçônica, de sociabilidade, com quatro elementos típicos principais, a saber:
1– reivindicação da religião natural como base espiritual;
2– inserção do grupo em contexto tradicional, vinculado ao trabalho do artesão e construtor civil;
3– prática de Rito elaborado; e
4– cooptação dos membros via obrigação de sigilo, principalmente quanto às reuniões.
Entre 1670 e 1730, nos clubes, cafés, salões, academias científicas, sociedades de intelectuais e, nas Lojas, aristocratas e burgueses encontravam-se para “construir juntos” um uso público do seu entendimento convergente. Esses espaços propiciavam a realização da aspiração “do debate permanente entre pessoas privadas”.
Três princípios presidiam à afiliação dos participantes:
a exigência – ainda que não se concretizasse – de uma sociedade onde a autoridade dos argumentos prevalecesse sobre a hierarquia social (embora não anulasse as autoridades presentes);
o debate amplo sobre domínios e dominações, dominantes e dominados, notadamente obras literárias e filosóficas, nunca antes acessíveis;
a consciência de pertença a um território mais amplo, a própria “sociedade civil”, ainda que a sociabilidade da Loja tenha natureza de “círculo fechado”, mas socialmente homogênea.
A maçonaria moderna, que apresenta déficit de textos precisos relacionados às origens, surgiu antes do Reino Unido; em 1707 houve o tratado da união entre Escócia e Inglaterra; o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda nasceu em 1808. A última quadra do século XX viu emergir, com certa força e vigor, a pesquisa sobre o fato e o trato maçônicos, o que vem trazendo luz sobre seus parâmetros sociológicos e dados constitutivos.
Hoje, com o concurso de investigadores acadêmicos, nem sempre maçons, mas atores fiéis aos fatos históricos e sociológicos, admite-se que a Ordem Maçônica atingiu o estágio atual ao evoluir a partir de três transições principais, ditadas pela vontade do GADU, a saber:
a) da situação “Operativa”, acostada nas Associações de artífices e profissionais da construção e do talho da pedra, para uma natureza mais ?Especulativa?, de forma lenta e gradual, em vários séculos, capaz de avaliar a conjuntura da sociedade e delinear seus rumos ideológicos;
b) a criação da Grande Loja de Londres – a “Premier” – que foi acompanhada por profundas mudanças de simbolismos, rituais, cargos e encargos, e mais simultânea e profundamente, ainda, no “êthos” de cada indivíduo, robustecendo o sentimento de pertença em relação ao caráter e ao protagonismo, individual ou coletivo, a cumprir, bem como o “êthos” da instituição, que reforçou ontológica e antropologicamente a atuação da Ordem no contexto da Família, da Pátria, da Sociedade e da Humanidade, tecendo, assim, em pleno Humanismo e Iluminismo, do século das Luzes (sec. XVIII), rumos institucionais e filosóficos;
c) após algumas rebeliões e rompimentos a terceira transição ocorreu sob forte reconciliação entre contendores radicais, em 1813, e a criação da Loja-Mãe Unida da Inglaterra, consolidando, afinal, caminho iniciático, litúrgico e simbólico.
d) Cumpre assinalar, afinal, sobre as origens da Ordem, em que pese o cenário multifacetado e, ainda, pouco preciso dos textos históricos, que os estudos são sempre enaltecedores e repletos de dignidade humana, jamais tangidos por fundamentalismo, sentimentos ou intenções menores, ou, que signifique menoscabo em relação à Criação, à Criatura e ao seu Criador.101
Fonte: G∴O∴B∴
Maçonaria no Brasil
Generalidades
O grande feito da Maçonaria, já nos séculos XVII e XVIII, foi exportar o ideal revolucionário e republicano para toda a América (do Norte e Latina). Foi a grande mudança de paradigma. Centros geográficos como Olinda e Recife, Salvador, Tijuco (depois Diamantina) e Vila Rica (depois Ouro Preto), até mesmo em função da tremenda mudança de paradigma que foi a colonização das Américas, já reuniam grande riqueza e grande número de imigrantes. Luxava-se mais em Olinda e Vila Rica do que mesmo em Lisboa.
Como o ideal de Fraternidade é de natureza expansionista, as idéias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, logo varriam todas as Américas. Em 1760, por exemplo, já não havia colônia americana que não fosse permeada pela Maçonaria.
A primeira loja regular em Portugal data de 1727, embora se tenha notícias de atividades maçônicas antes disso. Em 1744 o Sr. Sebastião José de Carvalho e Melo, português, foi iniciado em Londres, durante uma festa de São João. Esse cidadão português mais tarde foi sagrado Conde de Oeiras e, depois, Marquês de Pombal.
Um outro centro irradiador de idéias e ideais, já desde 1620, era a Faculdade de Medicina, Ciências e Letras, da Universidade de Montpellier, na França; manteve ligações permanentes com figuras como Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, John Adam, Domingos Vidal Barbosa, José Mariano Leal, Domingos José Martins, José Joaquim da Maia e José Álvares Maciel entre outros; no século 18, em Montpellier, havia mais do que 10 lojas maçônicas livremente fermentando idéias republicanas nos diferentes estudantes de todos os cantos do mundo.
Primórdios brasileiros
Kurt Prober, que sempre escrevia apoiado em sólida documentação, cita em sua bibliografia (“Cadastro Geral das Lojas Maçônicas”) que a primeira atividade maçônica brasileira que merece registro foi em 1724, na “Academia Brasílica do Esquecidos”, onde foi iniciado o Padre Gonçalves Soares de França, o Coronel (e historiador notável) Sebastião da Rocha Pitta, o Desembargador Caetano de Britto e outros. Mais tarde todas as atas dessa sociedade secreta foram queimadas.
O argentino Alcebíades Lappa, em 1981, em tese internacional, usando um Livro de Atas do Duque de Norfolk, em Londres, provou que o Ir.: Randolph Took foi designado, já em 1735, como Grão-Mestre Provincial para a América do Sul ( o que equivalia a dizer Brasil).
E mais ainda, há uma carta do médico inglês Robert Young, em nome da Loja de São João, de Buenos Aires, em 1741, dirigida à Loja de São João do Brasil, recomendando-lhe o Ir.: Richard Lindsey que se encontrava no Brasil.
Há vestígios da existência, em 1750, de um grande Oriente Maçônico, em Salvador, vinculado ao grande Oriente da França, com fortes tendências liberais e republicanas. No Rio em 1752 foi criada a Associação Literária dos Seletos.
GOB
Criado em 17 de junho de 1822, o Grande Oriente do Brasil – GOB, única potência brasileira a deter o reconhecimento primordial, secular e definitivo da Loja-Mãe da Inglaterra, inscrito entre as quatro ou cinco maiores potências maçônicas do mundo, tem cadeira cativa e fortemente destacada na história do país, tanto no período monárquico quanto no republicano. O século 18 foi marcado pelo Iluminismo, o 19 pelas ideologias e o 20 pela emergência e domínio das tecnociências.
Estado da Arte
No século XX três (3) vertentes científicas mudaram a face da humanidade com efeitos revolucionários radicais:
a manipulação do átomo ( e a energia atômica) => desde a dizimação de cidades inteiras comcentenas de milhares de mortos, até a pesquisa na agricultura, na medicina e na química, com radioisótopos para medir taxações diversas, radioterapia, estados de nutrientes etc.; a energia atômica e a física nuclear tocam um papel importante no concêrto das nações indicando o parâmetro principal na questão da hegemonia entre eles (quem tem mais manda mais);
a manipulação do gene (a biologia molecular e a biotecnologia) => o conhecimento da estrutura genética tem produzido inúmeros benefícios, mormente na agricultura, onde aumentou substancialmente a produção e a produtividade na plantação e colheita dos gêneros horti-fruti-granjeiros; pesquisa de germoplasma têm sido muito importante na construção de cadeias nutrientes mais viáveis e assimiláveis; o estudo de clonagem tem introduzido grandes barateamentos na produção; estima-se que dentro de 30 anos (ou menos) a técnica de criogenia estará totalmente dominada e disseminada;
e a tecnologia de redes de computadores => minimizando a tirania que tempo e distância sempre impuseram sobre o gênero humano; com o computador vence-se, em parte, a tirania do tempo, dando-se agilidade às tarefas de memorização; e, pelas redes de computadores, minora-se o efeito maléfico das distâncias a serem vencidas, dado que o homem pode manifestar-se, simultaneamente, em dois ou mais lugares do planeta pelo uso e exploração da tecnologia de redes.
O gênero humano está entre 2 (dois) mundos, quais sejam: o mundo natural (da Natureza) e o mundo cultural (da construção cultural originária da própria mente humana). A cultura é obra do homem que, com o seu fazer e o seu saber, age sobre a NATUREZA. O homem, portanto, muda a Natureza e a Natureza mudada muda o homem; por exemplo: o rio São Francisco, da unidade nacional, é natureza, já sua transposição das águas, é canal, é cultura.
As mudanças, que implicam ruptura com a ordem estabelecida, são todas temáticas; não obstante isso até o início do século XX as mudanças eram administráveis. e agora?!
O quadro atual da humanidade, portanto, tem sido marcado pela entropia e pela difusão caótica dos costumes e dos conhecimentos como se apontasse para o momento da virada total em que surgirá a ORDEM (nascida do caos)! A cultura, que na Idade primitiva era transmitida pela tradição oral – passando pelos monges copistas, da Idade Média, e pela imprensa de João Gutemberg, no Renascimento -, hoje já está sendo veiculada pela multimídia, que é um substrato computadorizado que canaliza Dados, Voz, Vídeo e Videoconferência, sob a forma abstrata de bits, pela rede!
Fonte: G∴O∴B∴
Maçonaria no Mundo
Fundamentos:
A Maçonaria é Associação política, religiosa, esotérica, filosófica… ?
Embora exiba componentes variados que guardam, no âmbito da Ordem, nuanças características de todas essas vertentes, a essência da Maçonaria não se identifica com nenhuma delas, em particular. O fim do século XX, em plena Era da Informação e do Conhecimento, viu crescer a pesquisa sobre a maçonaria. Interesses comuns de instituições maçônicas e de pesquisadores acadêmicos mesclaram-se. Essa forma de agremiação produz e é produto, a um só tempo, de interesses e aspirações, de convergentes e divergentes.
Fato social (sociabilidade):
No fundo, no fundo, a maçonaria encarna um soberbo exemplo de dicotomia, ou melhor, da contradição existente entre o fato social e sua própria representação; é que:
a) os textos e arquivos históricos existentes falham ao explicar as origens desse grupo de
pertença – em três níveis de pertença ?justapostos?: o maçom propriamente, a Loja e a Obediência -, no início do século XVIII, tanto na Inglaterra ou Escócia quanto, em seguida, na França;
b) a plasticidade, em suas multivariadas formas e estilos, das Lojas torna temerária toda e qualquer generalização, que vai abranger vasto domínio entre a sociabilidade tradicional e a sociabilidade democrática; entre a eflexão esotérica e a militância política (embora nunca partidária);
c) a cultura que serve de base para o segredo maçônico, tanto da parte dos maçons quanto das associações maçônicas, ao mesmo tempo, demanda acusações e defesas tudo em prol dos próprios interesses maçônicos;
d) a influência da maçonaria suposta e, às vezes, celebrada por maçons é raramente estudada e trabalhada em larga escala, de modo sociológico ou social (como nesta breve abordagem);
e) e, sobremaneira, a Iniciação e o(s) Rito(s) praticado, cerne da Ordem Maçônica, requerem cultura densa, insofismável e específica, plasmada dentro do vasto campo da crença, para o pleno entendimento dos significados e extensão dos conceitos.
A contradição, situada entre a realidade maçônica e sua imagem, resta desvantajosa, presentemente, diante da expressa vontade institucional de aumentar o recrutamento e, simultaneamente, erradicar as possibilidades de achaques e ataques gratuitos, aqui e ali, de que é vítima a Ordem.
O fato social maçônico – a despeito dos quase três séculos de existência da chamada maçonaria “especulativa” ou “moderna” – é pobre e parcialmente descrito, ainda hoje, quer nas obras sagradas ou polêmicas, quer pelos maçons (individualmente) ou pela mídia ou, ainda, pelas instituições maçônicas ou por quem as hostilizam, enfim, pela expressiva maioria dos atores envolvidos nesse fato social.
O espaço social maçônico, nesta Era do Conhecimento em que se vive, caracteriza-se por obediências que tecem sociabilidade em bases e identidades específicas. Diferentemente dos séculos anteriores, a Ordem Maçônica tem administrado seu espaço social, mediante o protagonismo de seus atores, suas regras “interna corporis”, seus preceitos e seus conflitos domésticos, de forma bem autônoma, a despeito dos embates do passado com a política de governos despóticos e a religião ?detentora do monopólio? do sagrado.
Modernidade
No mundo contemporâneo, e a Ordem Maçônica não é refratária a isso, as sociedades sofrem o fenômeno da desinstitucionalização. Este fato social atinge todas as instituições (religiões inclusive) cuja razão de ser é a de guardar e disseminar uma Tradição.
Aí, então, o progresso atual conspira a favor da autonomia da pessoa e a consequente individualização do “credo maçônico”, ou seja “é a crença sem pertença”.
Salvo listas e listeiros regidos por moderadores eficientes e dotados da necessária seriedade e fidedignidade aos preceitos, premissas, princípios, procedimentos e proposições da Ordem, uma das conseqüências do fato social fenomênico (acima) é o crescimento de Ordens espúrias (não reconhecidas), sem qualquer tratado válido para “inserção” e amizade, bem como a infestação de crises, revelações, conflitos, confrontos, pela Internet, quase nunca merecedores de fé e ou credibilidade em muitas listas e listeiros.
A Maçonaria, enquanto instituição iniciática, repleta de ensinamentos místicos e simbólicos, é um sistema de moral e ética que não deriva da antropologia religiosa.
Pensar em um Estado onde se possa estar organizado, vivendo livres, aprendendo e ensinando, sendo a expressão da Vontade manifestada às claras e sem compromisso escuso, com certeza é, ainda, simples aspiração e utopia. Mas é exatamente nas utopias e nos sonhos onde se encontram os responsáveis pelo movimento do mundo.
Utopia
A utopia não é pura e simplesmente uma obra de fantasia; o mundo ideal que revela, está fortemente relacionado com a história do homem em sociedade. A sociedade, sob os auspícios e augúrios das crises, em que o mal tende a prevalecer sobre o Bem, a injustiça sobre a justiça, o falso sobre o verdadeiro, o ódio sobre o amor, é a tese. A utopia é a perspectiva contrária, é a antítese imersa em um mundo dialético.
Nunca, como agora, a Maçonaria aproximou-se tanto da utopia restauradora como nesse 3º milênio, dado que só o pensamento místico será capaz de lidar, a um só tempo, com medo, violência, criminalidade, ricos e miseráveis, limpeza étnica etc…
A Maçonaria e seus adeptos prova e comprova que é possível viver ao lado do Ara? Altar dos Juramentos, balizados pela idéia do sagrado e orientados pela lenda ou mitologia, agir de modo consentâneo com a realidade circunstante de cada nação em que está sediada (de modo extraterritorial), lograr ser visível, permanente e bem sucedida, sempre municiados por uma doce utopia.
A utopia ou ilusão da virtude, dos valores axiológicos, da Verdade, do espaço social maçônico, se, de um lado, pode plasmar, no obreiro, uma ?metamorfose ambulante?, bem de acordo com a Era da Informação e do Conhecimento, atual, por outro lado dá o mote, o foco e a convergência para as lides maçônicas, além de ?construir o homo maçonicus?, o ser do futuro.
Espaço social
O viés do espaço social maçônico, ainda polarizado pelas idéias de forma (institucional) e conteúdo (parte substantiva) desdobram-se em complexidades que minimizam a contradição derivada da atuação. Vigoram, como pano de fundo, questões abertas e indagações primordiais derivadas do lado substantivo (ou substancialista) e derivadas do lado institucional.
Espaço Social Maçônico substancialista:
Maçonaria é grupo de pertença, com Forma e Conteúdo: a Forma é mais ou menos institucionalizada, a despeito da potência em tela;o Conteúdo é formado, principalmente, do Credo, do Rito e do Segredo. Forma e Conteúdo mudaram e ainda mudam, no tempo e no espaço (há Rito Mexicano, Rito Brasileiro, Rito Sueco …, ao lado dos Ritos mais tradicionais). Inúmeros textos (obras) publicados tendem a acentuar substantivamente o efeito da continuidade (da tradição) e a minorar as diferenças, as transformações e as rupturas.
Espaço Social Maçônico institucional:
A história da maçonaria é centrada nas instituições e acaba por desprezar o investimento individual de cada obreiro;
-que razões atraem o profano para viver ao lado do Ara?
-por que ser maçom? Por que ser assíduo nas reuniões maçônicas? Por que afastar-se e ficar irregular?,
-como o rito e sua cosmovisão são ensinados?
-deve-se revelar ou não a inserção no espaço social maçônico?
É a defasagem existente entre a sociedade ideal e a real, entre o diireito e o fato (com seus fados e fardos da vida), entre o ordenamento jurídico da democracia profana e as crises do mundo contemporâneo – nos planos ecológico, moral, social, decadência espiritual etc… – que motivam o maçom e a maçonaria a trabalhar, coletiva ou individualmente, em prol da melhoria da família, da sociedade, da pátria e da humanidade.
O discurso maçônico, então, está sempre medindo, avaliando, a distância que separa a sociedade ideal – construída ?interna corporis? nas lides maçônicas da Oficina – do mundo real, ?externa corporis?, onde mora o obreiro e porfia sua própria existência Engajamento, harmonia consigo mesmo, certas inquietações e questionamentos metafísicos, caráter excepcional da sociabilidade maçônica, calor humano, fraternidade, entendimento, por exemplo, são coisas que só os maçons possuem!
Pelo mundo
Maçonaria nas Américas:
EUA
Há duas possibilidades na maçonaria americana, para além de ser o país com o maior número de maçons, quais sejam:
– a existência paralela de dois sistemas independentes, um para negros e outro para brancos,baseados nos mesmos modelos;
– as Grandes Lojas desenvolvem seus trabalhos autonomamente, nos estados, sendo 50 (menos o Hawaii) de brancos, e 41 de negros (no círculo dos quais é bem maior a militância no espaço público). O número de maçons, neste país, é estimado em algo próximo de três milhões de obreiros, com menos do que 15% de negros.
CANADÁ
O Canadá, país pertencente ao Reino Unido, sofre influências das pertenças maçônicas de, pelo menos, três nações, a saber:
-EUA pela proximidade e quantidade de obreiros ativos neste;
-Grã-Bretanha pela ascendência cultural em relação aos anglófonos; e
-França idem quanto aos francófonos, que ocupam regiões importantes do Canadá.
MÉXICO (e Latinos)
Em que pese a influência e a proximidade americana, o México está bem integrado na Confederação Maçônica Interamericana, cuja próxima Grande Assembléia, em 2012, será sediado no Brasil/GOB.
A Carta de Bogotá, resultante da XXI Grande Assembléia, em 1-5.ABR.2009, reiterou preceitos, premissas e princípios milenares, passou em revista o cenário de desenvolvimento e progresso das nações, inspecionou o atual estágio da ciência e da tecnologia e reafirmou intenções de transformar em ações o pensamento maçônico. Os signatários, em número das maçonarias de dezoito países, contaram, também, com a chancela de três países europeus, como observadores.
Maçonaria na África:
A influência da colonização fez com que a maçonaria africana fosse de importação britânica ou francesa. A independência das nações africanas, aqui ou ali, fez com que as Lojas estrangeiras formassem obediências nacionais.
As relações maçônicas nacionais e continentais tendem, presentemente, a copiar e aprofundar as facções de liberais (não reconhecidas) e regulares, dos moldes europeus. Já no século XXI as pertenças maçônicas são, em maior número, francófonas.
Maçonaria na Europa Oriental:
Europa Ocidental (onde a maçonaria, única Ordem Iniciática ocidental, nasceu) e EUA colaboraram e, ainda, colaboram, desde a queda do Muro de Berlim (1989), quanto à retomada das atividades maçônicas nos antigos países comunistas, fornecendo ritos, materiais, recursos pecuniários e livros.
Fonte: G∴O∴B∴
Ordem Demolay
A Ordem DeMolay é uma sociedade discreta de princípios filosóficos, fraternais, iniciáticos e filantrópicos, para jovens do sexo masculino com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos. É uma organização para-maçonica fundada nos Estados Unidos, em 24 de Março de 1919, pelo maçom Frank Sherman Land patrocinada e mantida pela Maçonaria, oficialmente desde 1921, que na maioria dos casos cede espaço para as reuniões dos Capítulos DeMolays e Priorados da Ordem da Cavalaria – denominações das células da organização.São 7 preceptores, uma tríade, e outros cargos.
A Ordem é inspirada na vida e morte do nobre francês Jacques DeMolay, 23º e último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, morto em 18 de março de 1314 junto a 3 de seus preceptores por contestar as falsas acusações de prática de diversas heresias como infidelidade à Igreja, sodomia, adoração de ídolos etc. Pode-se acreditar que o motivo de tais acusações fosse a ambição do Rei Filipe IV, o Belo e o Papa Clemente V, pelas posses da Ordem dos Templários, pois em caso de prisão, os bens do acusado passariam a pertencer ao Estado francês.
A Ordem DeMolay possui cerca de 8 milhões de membros em todo o mundo e mais de 200 mil no Brasil. O DeMolay que completa 21 anos de idade, é denominado Sênior DeMolay, perde seu direito a voto e o de ocupar cargos efetivo e passa a poder acompanhar os trabalhos do Capítulo através da “Associação DeMolay Alumni”. No Brasil, a Ordem é distribuída em mais de setecentos e noventa capítulos, sendo que os milhares de DeMolays regulares de todos os Estados da federação se reúnem freqüentemente.
No mundo, a Ordem DeMolay pode ser encontrada em vários países como Argentina, Aruba (Países Baixos), Alemanha, Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Filipinas, França, Guam (Estados Unidos), Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.
No dia 8 de abril de 2008, o Estado de São Paulo estabeleceu o Dia do DeMolay, através da Lei Estadual nº 12.905, a ser comemorado anualmente no dia 18 de março (um fato que deve ser levado em consideração é que embora a Ordem DeMolay tenha sido criada no dia 24 de março de 1919, a sua comemoração é feita seis [06] dias antes, afim de que a data possa coincidir com o martírio de Jacques de Molay). Em 19 de janeiro de 2010, foi promulgada a Lei Federal nº 12.208 que insituiu o dia 18 de março como o Dia Nacional do DeMolay, seguindo o exemplo paulista, sendo que a escolha da data marca o falecimento de Jacques de Molay, herói e mártir que inspirou o nome da Ordem.
Rito Adonhiramita

O mais antigo documento conhecido referindo-se ao mestre arquiteto do Templo sob a denominação de Adonhiram é o Cathécisme des Francs Maçons ou Le Secret des Francs Maçons (Catecismo dos Franco-Maçons ou O Segredo dos Franco-Maçons), editado em 1744, de autoria, possivelmente, um abade, cujo nome seria Leonardo Gabanon. Em 1730, nasceu o Théodore de Tschoudy, considerado o organizador da segunda parte da obra Recueil Précieus de la Franc-maçonnerie Adonhiramite (Compilação Preciosa da Maçonaria Adorinamita), cuja primeira edição ocorreu em 1787. O Barão Tschoudy foi membro do parlamento de sua cidade natal, Metz, França, onde residiu de 1756 a 1765.
Maçom entusiasta e estudioso, Tschoudy utilizou seu aguçado espírito crítico para bater-se contra a proliferação desordenada dos altos graus do Rito de Heredom, do qual derivariam alguns dos ritos atuais, como o escocês, o moderno e o Adonhiramita. Inicialmente, Tschoudy se propôs a reformar os graus então existentes, reduzindo-os a quinze e depurando-os de tudo o que não fosse fiel à tradição maçônica. Em 1766, Tschoudy publicou L’Étoile Flamboyante ou La Société des Francs-Maçons (a Estrela Flamígera ou A Sociedade dos Franco-Maçons), obra em que propôs a criação de uma nova Ordem de altos graus, a Ordem da Estrela Flamígera, com três graus: Cavaleiro de Santo André, Cavaleiro da Palestina e Filósofo Desconhecido. Desentendendo-se com os membros do novo Conselho, dedicou-se ao já citado Recueil Précieus de la Franc-maçonnerie Adonhiramite.
Alguns autores, porém, atribuem a autoria da Compilação a Louis Guillemain Saint-Vitor. Esta interpretação foi feita por Ragon, que citou este último autor em seu ritual de mestre, na bibliografia nele mencionada. A confusão se deve à divisão da obra em duas partes, de estilos totalmente diferentes, sendo, a primeira, pródiga em notas e explicações, enquanto a segunda é lacônica e breve. Deduzem, os estudiosos, que a primeira parte foi escrita por Saint-Vitor e a segunda, por Tschoudy, em data anterior àquela.
A Compilação, aceita-se hoje, foi publicada em dois volumes, em 1787, incluindo os graus simbólicos, graças a Saint-Vitor, que os escreveu pouco antes da publicação, ou seja, quase vinte anos depois da morte de Tschoudy. A primeira parte da Compilação era relativa aos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. A segunda, compreendia os graus de perfeição: Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove, Segundo Eleito Nomeado de Pérignan, Terceiro Eleito Nomeado eleito dos Quinze, Pequeno Arquiteto, Grande Arquiteto ou Companheiro Escocês, Mestre Escocês, Cavaleiro da Espada Nomeado Cavaleiro do Oriente ou da Águia, Cavaleiro Rosa Cruz e O Noaquita ou Cavaleiro Prussiano.
Na Europa, o Rito Adonhiramita foi praticado na França e em Portugal, difundindo-se das colônias e sendo o preferido da armada napoleônica. Com a difusão do Rito Francês ou Moderno, o Rito Adonhiramita começou a ser abandonado, restringindo a sua prática ao Brasil, onde se encontra a sua Oficina Chefe. Graças a isso, o Rito manteve a sua pureza original e não sofrendo as influências do teosofismo, ocorrida com os outros ritos no final do século XIX.
Em Portugal, a primeira Loja Maçônica se instalou em 1727, sendo regularizada pela Grande Loja de Inglaterra, em Londres em 1735, denominada Loja dos Hereges Mercantes. Na Loja de Coimbra, fundada em 1773, encontravam-se os brasileiros Antônio de Morais Silva, Antônio Pereira de Souza Caldas, Francisco de Melo Franco e Joaquim José Cavalcanti. Igualmente, em outras lojas, em Lisboa e no Funchal, existiam irmãos brasileiros.
Em 18 de fevereiro de 1722, foi inaugurada a Academia Científica, fundada no ano anterior, com o apoio do então Vice-Rei D. Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão d’Eça e Melo Silva Mascarenhas, Marquês de Lavradio. Em 6 de junho, adota o nome de Sociedade Literária Rio de Janeiro, funcionando até 1790, quando a devassa daInconfidência Mineira suspendeu os seus trabalhos. Essa Academia é tida, hoje, como uma loja maçônica disfarçada, como sugerem alguns textos posteriores como o que se segue, de autoria do Barão do Rio Branco, em Efemérides Brasileiras:
“Uma divisão naval francesa, comandada pelo Capitão Landolphe, tendo cruzado alguns dias perto da barra do Rio de Janeiro, fez algumas presas e segui, nesta data, para o Norte. Na altura de Porto Seguro, encontrou-se com a esquadra do comodoro inglês Rowley Bulteel, e no combate renderam-se duas fragatas francesas. Os prisioneiros foram entregues no Rio de Janeiro, ao Vice-Rei, Conde de Resende. Refere o Comandante Landolphe, que foi bem tratado, porque era pedreiro-livre. Um dos filhos do vice-rei levou-o a uma festa maçônica – introduzindo-o no recinto do templo – diz ele em suas memórias, ouvi, com muito prazer, o discurso do venerável…”.
Outro fato importante, que poucas obediências de outros países possuem, é o manifesto, como prova de regularidade de origem da Maçonaria Brasileira, através de uma Loja Adonhiramita – A Loja Reunião – que se subordinava ao Grande Oriente de França. Em 1815, foi fundada a Loja Comércio e Artes que, com a divisão do seu quadro, formou outras duas: a Loja União e Tranqüilidade e a Loja Esperança de Niterói. Essas lojas adonhiramitas fundaram, em 17 de junho de 1822, o Grande Oriente do Brasil.
Em 1839, a Constituição do Grande Oriente do Brasil criou o Colégio dos Ritos, incluindo o Rito Adonhiramita. Em 1851, foi criado o Colégio dos Ritos Azuis e em 1873, o Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas, também pelo Grande Oriente do Brasil. Após a separação da Maçonaria Brasileira, os graus simbólicos ficaram com o Grande Oriente do Brasil e as Grandes Lojas e os Altos Graus jurisdicionados às respectivas Oficinas Chefes dos Ritos. Em 2 de junho de 1973, o Mui Poderoso e Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil instituiu os graus de Kadosh e aumentou o número de graus para trinta e três. A partir dessa data, o governo das Oficinas Litúrgicas do Rito Adonhiramita ficou a cargo do Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita.
O Rito Adonhiramita é o segundo mais praticado no Brasil, com especial concentração nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Pará. Atualmente, ele é reconhecido pelas potências maçônicas regulares, participantes da Confederação Maçônica Interamericana e Grande Oriente do Brasil.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rito_Adonhiramita
Ingressar na Maçonaria
Antes de mais nada, o postulante ao ingresso nos quadros da Ordem Maçônica, deve autoavaliar-se em busca de valores, costumes, atitudes (interiores), e comportamentos sociais exteriorizados cotejando-os com algumas premissas a seguir apresentadas.
O Candidato deve identificar-se com os aspectos a seguir:
- Legal:
– ser emancipado e ter completado 18 anos antes da cerimônia de Iniciação;
– se dependente pecuniariamente, obter anuência dos tutores ou genitores;
– se engajado em união estável, contar com a concordância da esposa;
– ser um homem íntegro, ligado e atualizado em relação ao seu tempo;
– ser empreendedor e capaz de assumir responsabilidades;
– ter emprego, residência e domicílio fixos, no Oriente (estado, município) pleiteado; suas atividades profissionais devem ser lícitas, não importando o metier;
– esperar encontrar na Loja pleiteada, homens livres, de bons costumes, capazes de realizar obras poderosas em benefício da Humanidade, da Pátria e da Família;
- doutrinário:
– ter religiosidade, melhor do que religião;
– crer em Deus, acima de tudo;
– ter uma idéia clara da virtude e do vício, adotando aquela e rejeitando este;
– estar apto a apreender conhecimentos litúrgicos e filosóficos;
– distinguir entre religião e maçonaria;
– ser respeitado na Iniciação, não só pelas características esotéricas, exotéricas e metafísicas do evento, como pelo significado simbólico trazido pelas nossas tradições e regularidade;
- prático:
– apresentar bons costumes;
– ter boa família;
– seguir as leis;
- metafísico:
– ser receptivo às idéias;
– estar ideologicamente alinhado com a ideia de Deus;
- da tradição:
– estar apto; ou pronto, disposto e capacitado, “sponte SUA”;
- iniciático:
– creditar respeito ao processo;
– manter o espírito receptivo (“nada lhe será cobrado; tudo lhe será dado”);
A admissão à Maçonaria é restrita a pessoas adultas sem limitações quanto à raça, credo e nacionalidade, desde que gozem de reputação ilibada e que sejam homens íntegros.
Nenhum homem, por melhor que seja, poderá ser recebido na Maçonaria, sem o consentimento de todos os maçons. Se alguém fosse imposto à Maçonaria, poderia ali causar desarmonia, ou perturbar a liberdade dos demais, o que sempre deve ser evitado.
A aceitação do pedido de ingresso na Ordem depende bastante da declaração de motivos do candidato. A Ordem espera que o candidato seja sincero perante sua própria consciência, quando do preenchimento da proposta de admissão.
Quando alguém se candidata a ingressar na Maçonaria, é verificado em sindicância se dispõe de ganhos pecuniários que permitam cumprir os compromissos maçônicos, sem sacrificar a família. Vale dizer que nenhum homem casado poderá entrar para a Maçonaria sem que a esposa esteja de acordo.
É óbvio que, ao se iniciar na Maçonaria, o indivíduo deverá assumir compromissos derivados de participação engajada e responsável nas lides maçônicas. Entre os compromissos e responsabilidades, encontram-se aqueles de estudar, com mente aberta, as instruções maçônicas, bem como, o de considerar denso sigilo sobre os ensinamentos recebidos e contribuir pecuniariamente para a manutenção de sua Loja e sua Obediência. Os compromissos e responsabilidades, a propósito, são do mesmo gênero daquelas encontradas em qualquer associação humana.
É fato inconteste que uma das finalidades da Ordem é a de implantar sistematicamente na sociedade humana uma efetiva fraternidade entre os homens.
Ao contrário do “folclore” que alimenta a crença de muita gente, a Maçonaria não é uma sociedade secreta e exerce suas atividades extensivamente, sob o pálio da legitimidade de sua natureza e da legalidade de seus atos e fatos administrativos, fiscais e tributários. Suas Propriedades, Constituições, Emendas, Regimentos e Estatutos são registrados em cartório de imóveis, títulos e documentos, e publicados em Diário Oficial.
Uma vez Iniciado, o postulante torna-se Maçom, e, como tal, estará, para todo o sempre, sob constante vigilância de sua própria consciência e dos demais Maçons.
Isso posto, havendo seu interesse em “entrar” na Maçonaria, entre em contato com um Maçom de seu conhecimento ou com uma Loja Maçônica de sua cidade. Se preferir, caso tenha interesse mande-nos um e-mail através: secretaria@matheusconstantino.org
Endereço e Horários
Estamos localizados na Rua José do Patrocínio, 288, Centro de São Caetano do Sul – São Paulo. Nos reunimos todas às quartas-feira, 20h00.